Plano contempla boa parte das propostas do movimento social

O coordenador do Fórum da Cidadania e ex-vereador de Santa Bárbara d´Oeste,Antonio Pereira, avaliou a aprovação do Projeto de Lei Complementar 11/2017, que institui o Plano de Desenvolvimento do Município. Ele estimou que 70% das propostas do movimento social foram contempladas no plano, dentre elas a questão do vazio urbano e da habitação social. O Fórum da Cidadania juntamente com representantes de outros movimentos sociais levaram a discussão do plano para diversos pontos da cidade, colhendo emendas da comunidade. Os trabalhos tiveram apoio de profissionais da área de Arquitetura e Urbanismo da Unimep.

“Nós do Fórum da Cidadania temos que reconhecer que a Câmara cumpriu o seu papel e também reconhecer que o governo se preparou e estudou dois anos o assunto. O plano foi realmente discutido com a comunidade e nós levamos para os bairros, atingindo praticamente toda a cidade. Nós colhemos as emendas e essas  chegaram até hoje. Graças ao esforço de toda a equipe, dos profissionais e também do entendimento da Câmara, acabou chegando a um bom senso. Não chegamos ao que queríamos,mas acho que 70% delas contemplou o desejo da comunidade”, disse.

De acordo com Pereira, boa parte das emendas propostas pelo movimento social foram acordadas. Ele lamenta não ter sido contemplada a emenda que tratava do recuo de 100 metros no Córrego Mollon e do Giovanetti para que se fizesse naquela área, uma área de preservação ambiental. Isso diz que ficou para outro momento. 

Antônio Figueiredo, o Toninho, um dos coordenadores do movimento social,  também comentou a aprovação do Plano Diretor. “Nós sempre nós preocupamos com o vazio urbano, que divide a cidade, e com a habitação de interesse social. Neste aspecto fomos vitoriosos todos nós. A cidade foi vitoriosa porque conseguimos incluir no Plano Diretor instrumentos para que se comprometam com a ocupação daquele vazio, ao mesmo tempo, abrimos naquele vazio áreas para habitação de interesse social. Outra vitória foi que conseguimos incluir instrumentos que criam uma contrapartida maior nessas macrozonas de expansão urbana que estão ao redor da cidade”, falou.