Audiência aponta que desoneração gera saldo no nº de empregos

A desoneração da folha de pagamentos da indústria garantiu mais emprego e aumentou a receita do Governo Federal. É o que ressalta o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, que participou na manhã de quarta-feira (22) de audiência pública com o deputado Vanderlei Macris, membro da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei da Reoneração da Folha de Pagamentos (PL 8456/2017).

Velloso enfatizou que, com a renúncia do setor em função da mudança da base de cálculo do INSS Patronal, o governo Federal deixou de recolher R$ 540 milhões, mas a taxação adicional de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) Importação gerou arrecadação de R$ 731 milhões e garantidas de postos de trabalho.

Para Macris, que defende a manutenção da desoneração para setores com alta empregabilidade, este dado será crucial para os próximos debates. “Nossa intenção é garantir a valorização de setores fundamentais para a economia do país e que geram emprego. O saldo de R$ 190 milhões da equação apresentada pela Abimaq é um argumento que pode amparar essa luta”, ressaltou.

Velloso ainda lembrou que o Brasil ainda não retomou o investimento. “O crescimento que a economia vai ter esse ano, em torno de 0,5% do PIB, e o crescimento que está projetado para o próximo ano, ambos são em cima do aumento do consumo. E o investimento continua caindo no país”, apontou. Em 2016 o investimento declinou, sendo de apenas 16% do PIB. A projeção para este ano é ainda pior, de 15%.

Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), considerou que não dá para “mudar as regras do jogo ao longo do campeonato”. “Infelizmente nós temos os piores rankings de competitividade atrelada à função governo. O que não deveria acontecer, porque temos todo o ferramental para sermos um país com muito mais capacidade para competir mundialmente.”