O Movimento “Vem Pra Rua” realiza nesta terça-feira, dia 3, a partir das 18h, um ato pacífico na Avenida Santa Bárbara, em frente ao Tivoli Shopping. A manifestação acontecerá um dia antes do STF (Supremo Tribunal Federal) decidir o futuro do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, já condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Mais de 100 cidades brasileiras convocadas pelo movimento – num total de 20 estados – vão realizar atos pacíficos, democráticos e contra a corrupção. Com o slogan “Ou você vai, ou ele volta!”, o Vem Pra Rua na cidade convida os participantes a levarem uma lanterna para que todos os participantes da manifestação iluminem a Bandeira do Brasil e cantem o Hino Nacional Brasileiro. Além disso,o movimento pede que levem bandeiras do Brasil, apitos, cornetas e camisetas amarelas.
Segundo os organizadores, foram encaminhados ofícios informando sobre o ato ao comando da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal de Santa Bárbara d´Oeste. Um representante do movimento também esteve presente na reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) para convidar os participantes para o ato.
O Vem Pra Rua entende que rediscutir as prisões após condenação em segunda instância pode não só beneficiar o ex-presidente Lula, como também todos os outros investigados e condenados por crimes de corrupção que travam o desenvolvimento do Brasil, além de criminosos de outras naturezas, sendo algo oportunista e inadequado – em especial neste momento em que o país busca renovação.
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O assunto ganha força também no Judiciário brasileiro. Procuradores do Ministério Público e outros servidores da Justiça fizeram um abaixo-assinado com mais de 4 mil assinaturas no qual se posicionam favoráveis às prisões em segunda instância. As manifestações também ocorrem no exterior: brasileiros que vivem nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Itália e no Chile também irão se posicionar contra a corrupção.
Nas últimas semanas, o Vem Pra Rua se mobilizou de várias formas: encaminhou uma carta aberta ao Supremo e se reuniu com a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, a quem relatou a indignação dos brasileiros ao ver um réu condenado andar livremente pelo país.