Dívida com CPFL: Câmara recebe representantes da Santa Casa
Administradores foram surpreendidos pela manifestação da CPFL junto à Câmara
Representantes da Santa Casa de Misericórdia, mantenedora do Hospital Santa Bárbara, estiveram nesta semana na Câmara barbarense para apresentar uma resposta ao ofício da CPFL Paulista, no qual a empresa pedia ações de fiscalização do Poder Legislativo, quanto a dívida de R$ 477 mil da unidade de saúde com a concessionária. O grupo foi recebido pelo presidente da Casa, Ducimar Cardoso, o Kadu Garçom (PR), e o vereador Celso Luccatti Carneiro, o Celso da Bicicletaria (PPS), que é membro da Comissão Permanente de Política Social do Legislativo.
Na Câmara esteve o presidente da Santa Casa de Misericórdia (Hospital Santa Bárbara), Donizetti Leite, acompanhado da administradora desse hospital, Andreia Rissati, e do advogado Donizeth Rezende Chaves. Em documento entregue ao vereador, assinado pela diretoria executiva da Santa Casa, os representantes do hospital afirmam que foram surpreendidos pela manifestação desrespeitosa da CPFL e pela acusação de que a má administração do hospital poderia paralisá-lo, causando prejuízos à coletividade. Essa acusação, segundo o ofício, leva a Diretoria Executiva do hospital à propositura de ações cabíveis em face da empresa.
“Nós temos um relacionamento com a CPFL estritamente comercial. Se a Santa Casa deve para a empresa, eles que venham nos cobrar, e não tentar nos chantagear por meio da Câmara, Secretaria Municipal de Saúde e Ministério Público”, afirmou Leite, ressaltando que, apesar do déficit mensal de cerca de R$ 350 mil, a Santa Casa possui contas aprovadas pelos tribunais competentes. Além disso, Leite ressaltou que não compete à Câmara ou à Secretaria de Saúde a realização de cobranças comerciais, mas que o hospital tem feito todos os esforços para regularizar sua situação junto à fornecedora de energia.
O presidente da Santa Casa também explicou que o convênio autorizado recentemente pela Câmara, para o repasse de R$ 31 milhões da Prefeitura ao hospital pelo período de um ano, não é suficiente para suprir todas as despesas da instituição, que trabalha com 85% de atendimento SUS (Sistema Único de Saúde). Ele ressaltou, ainda, que assim como as demais Santas Casas de todo o País, o hospital barbarense passa por dificuldades justamente pela defasagem da tabela de remuneração dos serviços médico-hospitalares do sistema SUS, a qual não é corrigida há mais de 15 anos, apesar dos constantes aumentos nas despesas com mão-de-obra especializada, insumos e materiais, inclusive medicamentos, que em sua maioria têm valores baseados em dólar.
Diante das alegações apresentadas pela diretoria da Santa Casa, Kadu reiterou que irá se empenhar junto aos deputados da bancada do PR, tanto em nível estadual quanto federal, para que sejam destinados mais equipamentos à instituição, reduzindo as despesas do hospital com a locação de máquinas. “Temos que unir esforços, para ajudarmos a manter nosso único hospital em funcionamento. Apesar de todas as dificuldades, eles têm mantido um bom atendimento à população e isso deve continuar”, afirmou.