Professores da rede estadual se preparam para greve no dia 19

A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) se reuniu com professores sindicalizados para organizar greve que terá início no dia 19 de abril caso as exigências quanto ao respeito e valorização do magistério não sejam acatadas pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin.

De acordo com o sindicato, para realizar o processo de preparação, está sendo realizada a III Caravana Estadual em Defesa da Educação que percorrerá a região no dia 12 de abril, com concentração em Americana. As subsedes estão sendo contatadas desde o mês de março para organizarem suas atividades. Uma carta aberta aos professores e à população está sendo remetida para ser amplamente distribuída. Também seguirá na próxima semana o cartaz que convoca a assembléia de 19 de abril.

De acordo com Zenaide Honório, diretora da APEOESP, a caravana pretende esclarecer à população quais são as principais reivindicações do magistério paulista. “Os professores lutam por reajuste salarial, extensivo aos aposentados, para que sejam repostas perdas salariais acumuladas desde 1998. A APEOESP já venceu na Justiça, mas o Governo se utiliza de manobras jurídicas protelatórias para não cumprir”, explica.

A classe reivindica reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas; dignidade na contratação, condições de trabalho e atendimento no Iamspe para os professores da categoria O; fim da remoção ex-ofício e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral; regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor.

Também estão na lista os seguintes itens: melhores condições de trabalho e políticas de prevenção do adoecimento dos professores; fim da lei das faltas médicas; fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial, fim das provinhas e avaliações excludentes; plano de carreira que atenda às necessidades do magistério; não à privatização do Hospital do Servidor Público Estadual e do Iamspe.

No dia 19 de abril será promovida uma nova assembleia no vão livre do MASP (Avenida Pau¬lista) para decidir a continuidade do mo¬vimento, conforme deliberação da V Conferência Estadual de Educação. Em seguida será realizada uma passeata até a Praça da República.

“O governo vem criando novas escolas de tempo integral no ensino médio e também no fundamental e tem cometido muitas irregularidades, forçando a remoção de professores concursados contra a vontade. Criou também uma gratificação que a categoria reivindica que seja estendida a todos os professores que optarem pela dedicação integral a uma escola”, disse a diretora.