Professores da Rede Estadual de Educação deflagam greve

Os professores da Rede Estadual de Educação decretaram greve na tarde de ontem, em assembleia em área externa do MASP (Museu de Arte de São Paulo). Cerca de 5 mil educadores, conforme cálculo da Polícia Militar, participaram o ato pela deflagração do movimento grevista.

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) reivindica para categoria reposição salarial de 36,74%. Além disso, os professores reivindicam o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas e a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente.

Durante o movimento que deflagrou a greve, os professores fecharam uma das pistas da Avenida Paulista (sentido Consolação), uma das mais importantes vias da capital e prejudicou o trânsito.

A reportagem questionou a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre a decisão da greve e como será as aulas nas unidades escolares de Santa Bárbara d’Oeste, mas até o fechamento da edição não recebeu retorno.

Anteontem, o governador Geraldo Alckmin encaminhou à Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei complementar que propõe elevar para 8,1% o aumento salarial previsto para julho a 415 mil servidores da Educação, entre eles os mais de 270 mil funcionários ativos dos quadros do magistério e de apoio escolar e cerca de 145 mil aposentados.

O Governo de SP enviou ainda ao Legislativo um projeto de lei para a criação de 818 postos de analista administrativo e analista de tecnologia na rede estadual de ensino. A ampliação da Política Salarial implementada em 2011 vai possibilitar que o aumento escalonado até 2014 passe de 42,2% para 45,1%.

Desse modo,caso seja aprovado, o salário inicial de um professor de educação básica II –que leciona para classes de anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio– com jornada de 40 horas semanais, que é de R$ 2.088,27, passará para R$ 2.257,84 a partir de 1º de julho deste ano e para R$ 2.415,89 em 2014. Ou seja, a partir de julho, a remuneração dos professores da rede estadual de ensino paulista, que já é 33,3% superior ao piso nacional vigente, de R$ 1.567,00, passará a ser 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público.

A proposta visa alterar as leis complementares nº 1.143 e 1.144, de julho de 2011, nas quais o percentual de acréscimo salarial previsto para este ano era de 6% aos quadros do magistério e de apoio escolar –composto por agentes de organização escolar, agentes de serviços escolares entre outros funcionários.