Professores estaduais aderem parcialmente à greve

Os professores da rede estadual de ensino estão aderindo parcialmente à paralisação da categoria que teve início ontem, segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Em Santa Bárbara d\'Oeste a recomendação é de que docentes orientem os alunos e os pais sobre a greve que pode acontecer com maior adesão a partir de quarta-feira.

De acordo com Zenaide Honório, diretora da Apeoesp, a greve foi decidida em uma assembleia realizada na última sexta-feira. \"Estamos visitando todas as escolas da região para informar sobre a greve e a expectativa é de maior adesão dos professores até quarta-feira\", disse. Segundo a categoria, a paralisação pode afetar 4 milhões de alunos.

Segundo o sindicato, tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total. A categoria reivindica, no entanto, um aumento de 36,74%. Os professores pedem ainda mudanças na política de contratação de novos docentes e a adoção de medidas contra a violência nas escolas.

A assembleia realizada na tarde de sexta-feira, na Avenida Paulista, optou pela suspensão das atividades. Os organizadores acreditam ter reunido cerca de 20 mil pessoas. A Polícia, porém, contabilizou 7 mil. A greve é necessária porque o governo não negocia e não atende nossas reivindicações. Sem negociar, decidiu propor irrisórios 2% de reajuste, mas diz que são 8,1%. Na verdade 6% já estão previstos desde 2011. O reajuste de 2% significa apenas R$0,19 por hora-aula para o PEBI e R$0,22 por hora-aula para o PEBII.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou nada foi alterado em relação ao calendário escolar. \"O registro de faltas, durante a manhã desta segunda-feira (22), teve crescimento de apenas 0,7% do total de docentes, em relação à média diária de ausências de 5%. Desse modo, o andamento das aulas e o calendário escolar permanecem inalterados. É lamentável que a Apeoesp se paute por uma agenda político-partidária e ignore o amplo diálogo que a atual gestão tem estabelecido não apenas com os profissionais da rede estadual de ensino, mas também com os sindicatos da categoria. Somente neste ano, o secretário Herman Voorwald e o secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho se reuniram com líderes sindicais nove vezes, sendo três delas por meio da Comissão Paritária\".

A valorização dos professores também foi destacada por parte do setor de comunicação da pasta. \"A valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do Governo de São Paulo, que implantou em 2011 uma inédita Política Salarial e que na semana passada encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar para conceder novo aumento aos profissionais da Educação. Os 8,1% de acréscimo propostos eleva de 42,2% para 45,1% o aumento escalonado até 2014. Desse modo, os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público. Vale ressaltar que o Estado obedece ao limite máximo de dois terços da carga horária total para a jornada de trabalho docente em classe. Portanto, a pasta cumpre integralmente essa legislação\".

Os planos de Carreiras do Magistério foram abordados. \"Ainda com o objetivo de oferecer melhores condições de trabalho aos professores, a Secretaria da Educação elabora, por meio de Comissão Paritária composta por representantes da pasta e de associações e sindicatos de profissionais da rede estadual de ensino, os Planos de Carreiras do Magistério, que devem ser concluídos ainda neste semestre\".