A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, via assessoria de imprensa, sobre a nova peça publicitária divulgada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) por desorientar alunos e seus responsáveis sobre a reposição de aulas, trazendo maior risco de prejuízo para o aprendizado dos alunos do que a propaganda anteriormente veiculada.
Segundo o órgão, a propaganda pode estar incitando \"os pais a adotarem comportamento contrário a dever constitucionalmente estabelecido ao Estado e à família (art. 205), o que, no limite, poderia inclusive configurar crime de abandono intelectual\", nos termos da ordem judicial que vedou a propaganda anterior, a veiculação da nova peça publicitária na internet e na televisão induz enganosamente os responsáveis pelos alunos a acreditarem que as faltas de seus filhos garantirão reposição de aulas. Ao levar a propaganda ao ar ontem, dia 1º de maio, a intenção da APEOESP, na verdade, é \"fabricar\" um feriado prolongado para tentar aumentar o número de aulas não ministradas, passando para a opinião pública a falsa ideia de aumento da mobilização sindical, que segue uma agenda político-partidária.
De acordo com a APEOESP, tendo ingressado com ação judicial para suspensão da inserção na televisão, para retirar do ar a frase \"Senhores pais: por favor, apoiem a nossa luta. Não enviem seus filhos à escola durante a greve\", o governo não obteve liminar e recorreu por meio do chamado agravo de instrumento, conseguindo, desta segunda vez, decisão favorável. A pena é o pagamento de multa de R$ 20 mil por inserção. \"Consideramos a decisão injusta, por queremos dialogar com os pais, no sentido de que seja garantida, após a greve, a reposição de aulas para todos os estudantes. Por isso, estamos recorrendo da decisão e vamos manter nossa inserção e nosso diálogo com toda a sociedade\", informou em nota.
A classe reivindica reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente a 2012; cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas; dignidade na contratação, condições de trabalho e atendimento no Iamspe para os professores da categoria O; fim da remoção ex-ofício e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral; regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor.