Professores decidem manter greve

Os professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve que reivindica melhores reajustes salariais durante assembleia realizada ontem, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. O sindicato da categoria (Apeoesp) informou que havia a presença de 10 mil pessoas. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima sexta-feira, no mesmo local.

Por conta da manifestação, o trânsito da Avenida Paulista ficou fechado à tarde no sentido Consolação. Os professores saíram em passeata até a secretaria de Gestão, no centro da capital paulista, e a previsão é a de que o ato se encerre em frente à secretaria estadual de Educação, na Praça da República, também na região central da cidade.

Entre as reivindicações está o reajuste salarial de 36,74% e complementação do aumento referente a 2012, de 10,2%, além do cumprimento de no mínimo 33% da jornada para atividades extraclasse, como determina a Lei do Piso, e mudanças na forma de contratação dos docentes temporários. A Secretaria Estadual de Educação oferece reajuste de 8,1%. De acordo com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, o aumento proposto pelo governo significa, na prática, reajuste de 2%, após desconto da inflação.

Segundo a assessoria de imprensa do Governo do Estado, a valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do Governo de São Paulo. \"Os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público. Cabe salientar que, a despeito das inverdades propagadas pelo sindicato, o Estado obedece ao limite máximo de dois terços da carga horária total para a jornada de trabalho docente em classe. Portanto, a pasta cumpre integralmente essa legislação\", explica em nota.